Central da Reforma Tributária
O split payment é a maior mudança de caixa para PMEs em uma geração. O Otz.ai prepara a sua empresa antes que o float acabe.
Ilustração do mecanismo. A fatia real depende do seu setor, dos seus créditos e do seu regime.
Três frases para entender o essencial.
O imposto é separado no momento da liquidação do pagamento e vai direto ao governo. Você recebe só o líquido. Não é um imposto novo — é uma nova forma de recolher.
O dinheiro do imposto some do seu caixa. Quem usava esse valor como capital de giro entre a venda e o recolhimento sente na hora.
2026 é ano-teste dos documentos, sem desembolso. Em 2027 o split começa opcional e só entre empresas. A transição completa vai até 2033.
O relógio já corre — mas não do jeito que muita gente anda dizendo.
2026
Alíquotas simbólicas (0,9% de CBS + 0,1% de IBS) e dispensa de recolhimento para quem cumprir as obrigações acessórias. Você entrega os documentos e não desembolsa. O que se testa é a nota, não o caixa.
2027
A CBS substitui PIS/Cofins. O split payment entra opcional e restrito a operações entre empresas, faseado por meio de pagamento — Pix, boleto e TED primeiro.
2029–2032
ICMS e ISS caem gradualmente enquanto o IBS sobe. É o período em que conviver com dois sistemas vira rotina.
2033
O modelo antigo é extinto. Restam CBS, IBS e o Imposto Seletivo.
O choque não é a carga. É o fim do float. Hoje o dinheiro do imposto fica de 30 a 90 dias no seu caixa antes de você recolher, e muita PME vive desse fôlego — paga fornecedor, folha e aluguel com ele, e recompõe depois. Quando essa torneira fechar, quem opera no limite sente na hora.
A pergunta que vale a pena responder antes de 2027 é simples: quantos dias de caixa a sua empresa perde quando o imposto parar de passar por ela? Para responder, você precisa enxergar o seu caixa pelo líquido — e é aí que quase toda PME trava, porque o dado não está organizado em lugar nenhum.
A mesma regra, dores diferentes.
Um estudo da Câmara Brasileira da Economia Digital com a GMattos estimou de R$ 1 a 5 bilhões só para o setor se adaptar. O capital de giro muda de régua, e a integração com adquirentes e PSPs vira projeto.
Folha de pagamento não gera crédito. Quem tem gente como principal insumo — advocacia, consultoria, agências, clínicas, TI — tem pouco a creditar e sente mais. Repricing deixa de ser otimização e vira sobrevivência.
Passa a destacar IBS/CBS. A decisão de ficar ou sair do regime pode mudar quem quer comprar de você, porque o seu cliente enxerga o crédito que consegue aproveitar. Decisão para tomar com o contador.
O Otz não emite nota nem substitui o seu contador. Ele resolve a parte que ninguém resolve: o seu dado.
Quanto entra de fato, quanto sobra por venda depois dos custos variáveis, e quanto tempo o seu dinheiro dura. É a leitura que o fim do float vai cobrar de você.
A maior parte da PME não tem o dado organizado. No Otz você informa a receita e as despesas do mês — digitando, se for o caso — e já vê o resultado. Sem projeto de seis meses.
Cada número mostra em que dado ele se apoia e o que falta para ficar mais preciso. Quando falta informação, o Otz diz que falta — não chuta.
As dúvidas que mais chegam até nós.
Não. Ele muda a forma de recolher, não a base legal. O imposto passa a ser separado no momento da liquidação do pagamento, em vez de ser recolhido depois, em data marcada.
2026 é ano-teste, sem desembolso. Em 2027 o split payment começa opcional e restrito a operações entre empresas, com faseamento por meio de pagamento. Muita coisa ainda depende de atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS.
Depende do seu setor, dos seus créditos e do seu regime. Desconfie de quem afirma que "a carga sobe de 8,65% para 26,5%": essa conta ignora créditos, o cálculo por fora e as reduções de alíquota previstas em lei. Quem tende a sentir mais são os negócios intensivos em mão de obra, porque folha não gera crédito.
Este é o impacto principal. O dinheiro do imposto deixa de ficar no seu caixa entre a venda e o recolhimento. Se você usava esse float para pagar contas, precisa reconstruir esse fôlego de outro jeito — e começar antes.
O seu sistema fiscal, o financeiro e o meio de pagamento precisam conversar. A documentação técnica da Plataforma Pública do Split Payment foi publicada em junho de 2026, então dá para testar a integração antes de 2027.
Muda, e vira decisão financeira. Com o split payment operando, o seu crédito nasce quando o imposto é efetivamente recolhido. Fornecedor que não recolhe é crédito travado no seu colo.
Não, e nem tenta. O Otz.ai organiza o seu dado e mostra a verdade do seu caixa; a validação fiscal é do seu contador. A gente prepara, ele valida.
Aviso legal. Este conteúdo é informativo e não constitui consultoria tributária. As regras da Reforma Tributária estão em transição e podem mudar conforme os atos conjuntos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS (CG-IBS). Consulte o seu contador antes de tomar decisões. Última revisão: 12 de julho de 2026.
Fontes: LC 214/2025 · LC 227/2026 · Nota técnica das alíquotas de referência (Ministério da Fazenda) · Adiamento para 2027 (InfoMoney) · Estudo camara-e.net/GMattos (TELETIME)